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O email marketing tem os dias contados?

Há quem ache que sim: que o email está saturado e que muito em breve já ninguém vai conseguir mandar nenhuma mensagem para uma base de dados com a esperança de que seja aberta. Gerar cliques, então, nem pensar. Há boas razões para acompanhar o argumento – mas será mesmo assim? Nós na Hamlet não escondemos a nossa opinião a respeito – mas adoraria conhecer a sua.

Há alguns meses fui surpreendido pelo artigo de um suposto especialista em marketing digital, a anunciar que o email, como ferramenta de marketing, tinha os dias contados.

Se um produto for suficientemente bom, dizia o tal guru,  já não será preciso promovê-lo com comunicação “agressiva e intrusiva”. O próprio utilizador procurará saber mais sobre a marca e decidirá sozinho a compra. Ninguém mais precisará incomodá-lo, nem com anúncios, nem com emails.

Era bom, não era? Pena que não vai acontecer. A comunicação “agressiva e intrusiva” de que se queixava esse génio do marketing continuará a ser necessária.

Continuaremos a ter publicidade em todo o lado – só que, enquanto antigamente  a víamos principalmente nos jornais e na televisão, agora ela nos puxa pela manga no Facebook, no Youtube, no Google… e, claro, na nossa caixa de entrada.

 

“Doutor, sinto um inchaço aqui na inbox…”

O articulista, ainda assim, ecoava uma percepção que muita gente tem. Estará o email saturado?

A verdade é que todos recebemos diariamente resmas de emails indesejados – o célebre spam. Também recebemos emails que um dia pedimos para receber mas que já não nos interessam. Aliás, mesmo que ainda interessassem , já não teríamos tempo de os ler todos.

Será que tanta informação inútil na nossa inbox não condena o email a se tornar uma ferramenta de comunicação muito pouco interessante? Há quem ache que sim.

Há, inclusive, quem tente ativamente tornar mais difícil a sua utilização comercial da forma como acontece hoje. O Google, por exemplo, tem adotado filtros que catalogam automaticamente a correspondência que recebemos: o que marcamos como prioritário para um lado, as coisas menos importantes para outro, publicidade e promoções para o fim da fila. Quando um email cai numa gaveta destinada à publicidade, é quase certo adiarmos a sua leitura até ao momento em que o deitamos fora – sem ler.

Ao mesmo tempo, na Europa parece que se prepara legislação pesada, que vai tornar mais difícil usar bases de dados que não estejam rigorosamente legais. Como é o caso, suspeito, de maior parte das que andam por aí.

Ruído a mais?

Mas o pior é mesmo o próprio excesso de mensagens. Sendo o email hoje, de longe, o principal meio de comunicação profissional, é também o que muita gente escolhe como canal para todo o tipo de comunicação coletiva. Daí que, além das dezenas de mensagens de trabalho ou pessoais que já recebemos diariamente, ainda levamos com dezenas de informativos, newsletters, comunicados, anúncios, promoções, etc.

Será que a eficácia do email vai resistir a tudo isso? Daqui a muito pouco tempo, será que alguém ainda vai conseguir enviar um email para uma base de dados e ter a esperança de que o seu email seja aberto e lido?

 

Jayme Kopke

Categorias:
Comunicação de marketing, e-mail marketing, Internet, Marketing B2B, vida empresarial