Linkedin vs. BranchOut: vai ser renhido

A minha porta de entrada nas redes sociais foi o Linkedin. Foi-me apresentado numa altura em que estava a projectar a Hamlet, e poder organizar, reforçar, aumentar e tirar partido da minha rede de contactos profissionais foi uma novidade muito bem vinda.

Só depois aderi ao Facebook, que até hoje não frequento muito. Em parte, o que me desagrada no Facebook é exactamente a falta de homogeneidade que encontro no Linkedin, e que é óptima para quem tem um tempo curto a gerir. Eu, pelo menos, quando estou no Linkedin é com um propósito definido. Vou lá, levo o tempo que levo a fazer aquilo e quando acabei saio. Ou seja, é trabalho.

Já o Facebook é lazer, mas a tendência é ser cada vez menos uma reunião de amigos e cada vez mais uma praia lotada, ou uma daquelas festas em que vai a cidade inteira e onde você encontra toda a gente. Família e amigos, com certeza, mas também meros conhecidos, ou mesmo pessoas de quem você tem no máximo uma vaga ideia.

Não sei se é assim no seu caso, mas na minha rede “de amigos” inevitavelmente estão dezenas de pessoas com quem o único contacto que tenho é mesmo profissional. E que às vezes me pergunto até que ponto acharão realmente interessantes as proezas desportivas ou musicais dos meus filhos, ou o último pôr do sol que beberiquei entre uma e outra caipirinha.

Mas o facto é que um “amigo” puxa outro, a gente vai aceitando os convites e, em pouco tempo, estamos todos na mesma festa. Uma festa que, ao contrário de como vejo o Linkedin, é sobretudo uma boa maneira de matar um imenso tempo.

Até que, esta manhã, recebi um convite para aderir ao BranchOut: a rede profissional do Facebook. Se ainda não lhe aconteceu o mesmo, prepare-se: está para breve.

Com o BranchOut o Linkedin ganhou um concorrente a sério. O que me deixou impressionado foi a fluidez com que fui levado a importar o meu perfil do Linkedin (e completá-lo!) e a disparar convites para as tais dezenas de contactos estritamente profissionais que tenho no Facebook. Em poucos minutos já estavam a responder (e a espalhar eles próprios a novidade pelos seus contactos) enquanto eu ganhava uma medalha de “Early Adopter”, “Gold Connector” e sei lá mais o quê.

Ao fim de dez minutos cansei-me da brincadeira, que não tinha prevista para hoje, mas bastou isso para criar uma rede e tornar-me mais um multiplicador numa cadeia viral que promete ser avassaladora. E que, a mim, que não sou grande Facebooker, provavelmente deixará mais agarrado do que antes, agora por razões profissionais, à cada vez mais hegemónica Rede Social.

 

Jayme Kopke

da Hamlet

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