Alguns conceitos de Marketing Direto indispensáveis para o seu Email Marketing

Podemos dizer que o email marketing nada mais é do que marketing direto em versão turbo. Por isso, se quer rentabilizar a sua lista de emails, o primeiro melhor passo que pode dar é conhecer estes conceitos básicos sobre marketing direto.

A sua comunicação digital é eficaz?Num artigo anterior eu defendi que uma das ferramentas não tecnológicas indispensáveis ao marketing digital é um conhecimento do seu irmão mais velho: o Marketing Direto.

Se isto é válido para tudo o que é digital, é especialmente evidente para o email. Porquê? Porque email é correio, o meio por excelência da comunicação dirigida.

Em relação ao correio físico a variante eletrónica tem vantagens e desvantagens. É certo que, enquanto comunicação de marketing, um email tem menos impacto do que uma peça física. Por outro lado é infinitamente mais barato, mais rápido e fácil de usar.

 

O MAIS DIRIGIDO DOS SUPORTES DE COMUNICAÇÃO DIRETA

Mas a maior vantagem do email é que é provavelmente o mais dirigido dos suportes de comunicação direta. O que permite em matéria de personalização e reatividade ultrapassa os sonhos de qualquer praticante de marketing direto do século 20.

Se o email marketing nada mais é do que marketing direto em versão turbo, para rentabilizá-lo é importante conhecer os conceitos básicos da disciplina original, desenvolvidos na era pré-internet.

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Não é que esses conceitos não tenham continuado a evoluir após a revolução digital. Mas o que faz a experiência anterior tão valiosa é precisamente o facto de que os suportes e ferramentas fossem tão mais caros e trabalhosos nessa época.

Como o risco de qualquer decisão errada era muito maior, tudo exigia muito cuidado. Testes após testes eram feitos para determinar o que funcionava, gerando resposta e retorno, e o que falhava.

Assim, gerações de praticantes foram estabelecendo boas práticas, métodos de avaliação e melhoramento dos resultados. Este arsenal de conhecimento está disponível até hoje, e uma boa parte pode ser diretamente transposta para o email marketing.

 

MARKETING DIRETO PORQUÊ?

O termo “marketing direto” foi inventado por Lester Wunderman para distinguir da publicidade de massa o tipo de comunicação que ele fazia (apoiado principalmente na mala direta).

É marketing “direto” porque é dirigido a cada indivíduo. Não só chama o destinatário pelo nome próprio, mas incorpora muito conhecimento sobre ele: o seu género, faixa etária, o lugar onde mora, os seus gostos, o que já fez no passado. Se, por exemplo, um consumidor já comprou o produto X, assina a revista Y ou mora na vizinhança Z, a comunicação que recebe deverá ser diferente da que vai para alguém com um perfil diferente.

 

UMA SALADA DE NOMES – BASTANTE NUTRITIVA EM INFORMAÇÃO

Inventar o nome “marketing direto” foi, em si mesmo, uma jogada de marketing de Wunderman, para valorizar uma disciplina que os publicitários da Madison Avenue consideravam de segunda.

Ao longo das três décadas seguintes, outros profissionais e agências tentaram repetir o truque, e assim o marketing direto foi ganhando muitos novos nomes. Felizmente a maior parte não foi tão popularizada. Mesmo assim, cada um revela uma característica diferente do marketing direto, e por isso é interessante conhecê-los:

 

  • Action marketing

Sublinha o foco do marketing direto numa resposta comportamental, concreta e mensurável. Enquanto a publicidade tradicional muitas vezes se contenta em mudar atitudes, aqui o que se deseja é sempre uma ação: ligar para o número grátis, recortar e enviar o cupom, usar o vale, comprar.

No marketing digital, e no email marketing em particular, é a mesma coisa: queremos aberturas, cliques, formulários preenchidos… Pouco importa quantas pessoas gostaram do seu email ou se lembram dele passado uma semana. Importante é saber quantas pessoas o email levou a ver o vídeo, a deixar os dados, a comprar.

 

  • Precision marketing

Para conquistar clientes e reter clientes é preciso surpreender sempre. Uma comunicação diferente certamente ajuda - como esta desenvolvida para a EDP pela Hamlet, para conquistar clientes para a minigeração. Clique na imagem para ver a história completa.
Na promoção de um produto como a Minigeração, pensado exclusivamente para o mercado empresarial, o direct mail permitiu à EDP comunicar exclusivamente com o seu target – sem o desperdício de contactos que seria inevitável, por exemplo, numa campanha pela rádio. Para conhecer mais sobre este trabalho desenvolvido pela Hamlet, clique aqui.

Com esta etiqueta procurou-se sublinhar uma das maiores virtudes do marketing direto. Não só a sua mensurabilidade, mas também o fato de que permite comunicar com as pessoas certas, com um desperdício de contatos muito menor do que a comunicação de massa. Quando eu anuncio, por exemplo, um produto para mulheres idosas na televisão, estou a atingir não só o meu público-alvo mas muitas mulheres jovens, além de homens e crianças.

No marketing direto – assim como no email marketing – posso ser muito mais preciso, falando apenas com aquelas pessoas que eu sei que correspondem ao perfil desejado.

 

  • Interaction marketing, response marketing, dialogue marketing

Muito antes de o digital ter posto a palavra “interativo” na moda, o marketing direto já era totalmente baseado na interação. As respostas que provocava no consumidor levavam a outras respostas dos anunciantes, iniciando um diálogo postal ou telefónico. Esta é uma característica que o email marketing também herdou.

 

  • Marketing relacional

Este, para ser honesto, é mais do que um nome diferente: representa uma evolução real do marketing direto. Sublinha a sua capacidade  de criar um diálogo contínuo com cada consumidor e de aprender cada vez mais sobre ele.

Aos poucos, os anunciantes perceberam que o valor desse consumidor ultrapassava em muito a transação isolada: passaram a pensar no seu “lifetime value”. Ou seja, na duração total da relação com ele.

Isto também levou a contas diferentes: uma ação isolada de marketing direto até pode dar prejuízo, se ao longo do relacionamento esse investimento inicial puder ser compensado.

Pelo seu custo baixo, o email presta-se particularmente a alimentar relacionamentos de longo prazo. Permite cortejar durante meses ou anos um potencial cliente, alimentando a relação com conteúdo relevante, até que o freguês finalmente decida comprar.

 

MEDIR E TESTAR

Uma das ideias-chave mais importantes que o marketing digital herda do marketing direto é a possibilidade de definir e medir com precisão os resultados desejados. Como se traduzem em ações concretas, esses resultados ficam logo à vista e podem ser quantificados.

Por extensão, também é possível ir alterando elementos da comunicação e ver de que maneira afetam o seu impacto. Se o formato ou a cor do envelope variar, as respostas sobem ou descem? Se eu mudar uma palavra do título, faz diferença?

No email marketing, testar algumas dessas variantes ficou extremamente fácil. Ferramentas como o Mailchimp, o AWeber ou o E-goi permitem fazê-lo de forma automática. Assim, não há desculpa para não ir melhorando, a cada envio, a eficácia da sua comunicação.

 

OS FATORES DE SUCESSO: LISTA, OFERTA, MENSAGEM

Dito isto, e como qualquer ação de comunicação envolve sempre inúmeras variáveis, o que é mais importante testar?

Seria impraticável testar tudo: cada vírgula, cada escolha de cor, cada mudança na oferta. A lição do marketing direto é que deve concentrar-se em 3 fatores, cujo peso para o sucesso da sua comunicação não é igual.

Pela ordem, esses fatores de sucesso são: a lista, a oferta e a forma criativa da mensagem.

Não é uma ordem muito intuitiva: a tendência será darmos uma atenção desproporcional à forma criativa – que, segundo os especialistas em marketing direto, responde por apenas 20% da eficácia da mensagem.

Mas, se pensar bem, a hierarquia faz sentido.

Crie uma sequência de emails super criativos, com uma oferta imperdível, sobre tacos de golfe, e envie-os a pessoas que não jogam golfe. Será que vai funcionar? Mesmo um email e uma oferta muito menos interessantes resultarão melhor se forem para as pessoas certas.

Plano de Comunicação Interna

Que o segundo fator seja a oferta também tem lógica. Por muito que custe aos profissionais de criação (como eu), a substância de uma mensagem de um modo geral é mais decisiva do que a sua forma para nos fazer agir.

Isto não quer dizer que a forma criativa não seja importante, ou que às vezes não consiga subverter a ordem dos fatores. Mas, como princípio orientador, convém seguir no seu email marketing o que o marketing direto aprendeu há tanto tempo: preocupe-se primeiro em comunicar com as pessoas certas. Em seguida, em ter algo muito apelativo e relevante para lhes oferecer. Só no fim, sobre estes alicerces, vale a pena afinar a forma da sua mensagem.

 

COMO SABER MAIS

Como você vê, os ensinamentos do marketing direto transpõem-se todos diretamente para o email marketing. Aqui apresentei apenas alguns conceitos-base – mas se você está no marketing digital, este é um assunto que é obrigatório ir aprofundando.

Quer começar a fazê-lo? Ficam aqui algumas sugestões de livros que pode consultar:

 


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Se está a pensar: “Sim, o email marketing parece ser fantástico, mas será que se adequa à minha empresa?” – faça este rápido teste autodiagnóstico. As 8 perguntas de escolha múltipla vão ajudá-lo a tirar todas as dúvidas.

E se quiser ajuda para tornar o seu email marketing ainda mais eficaz, fale com a Hamlet.

 

 

 

Jayme Kopke

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