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Serão os cogumelos mais sexy que a sua empresa?

“Onde vou arranjar tanto assunto sobre a minha atividade? O setor em que atuo não tem nada de sexy”.

Quando proponho a algumas empresas B2B uma estratégia de conteúdos para alimentar a conversa com potenciais clientes, esta é uma pergunta frequente. Pus-me a pensar nela depois de um passeio, nos arredores de Lisboa, em que descobri o mundo fascinante – e, para mim desconhecido – dos cogumelos.

Fiquei a saber, por exemplo, que cogumelos podem ser sexuados ou assexuados. Mas, para milhões de pessoas, são um tema extremamente sexy. O que é que eles têm para atrair tanto interesse? O mesmo que a sua empresa também tem.

“A minha atividade não é sexy” corresponde a um dos mitos mais persistentes sobre a diferença entre as empresas business-to-business e o grande consumo.

O mito diz que gelados, moda, carros, cremes anti-rugas podem ser sexy. Componentes industriais, consultoria, gestão energética, não. São coisas sérias. Têm de ser tratadas de forma séria, de preferência um tanto chata. Não têm, para o comum dos mortais, interesse nenhum.

Fiquei a pensar nisto depois de voltar do passeio, que já lhe contei há alguns dias, no qual descobri o imenso, fascinante e para mim desconhecido mundo dos cogumelos.

Cogumelos são seres que habitam discretamente nas suas florestas. Vivem quase sempre meio escondidos, camuflados entre folhas mortas ou agarrados à raiz de uma árvore. Gostam do frio e da humidade. A maioria não é vistosa nem particularmente bonita. Alguns nem sequer cheiram bem.

Mas há uns que são picantes. Alguns, alucinógenos. Outros, deliciosos. E há os que são tão venenosos que podem liquefazer, literalmente, o seu fígado em 48 horas.

Por trás da aparência modesta, os cogumelos são uma incrível fonte de histórias. A imensa de formas como crescem, as suas incríveis estratégias de reprodução, o papel que desempenham na ecologia das florestas, tudo isso alimenta a curiosidade de uma legião de aficionados.

Uma fonte inesgotável de histórias – exatamente como a sua empresa

Até esse primeiro passeio eu não sabia que os fungos tinham tantos fãs. Faça a experiência: se for a qualquer floresta na sua zona, num fim de semana de inverno, prometo que vai esbarrar com alguns deles, cestinhos no braço, a maravilhar os amigos com tudo o que é possível saber sobre cogumelos.

Mas a questão que me ficou na cabeça, ao voltar desse passeio, foi esta: será que os cogumelos são mais sexy do que a sua empresa B2B?

Baseado na minha experiência, posso apostar que não. Sempre que me aprofundo no que os meus clientes fazem, invariavelmente descubro um imenso mundo de assuntos apaixonantes. E de pessoas apaixonadas por eles.

Até hoje não encontrei nenhuma empresa, B2B como B2C, grande ou pequena, que não fosse, como os cogumelos, um manancial de temas e histórias interessantes. Histórias de desafios técnicos enfrentados e vencidos. Histórias de batalhas perdidas e vencidas, com uma infinidade de diferentes estratégias. Histórias humanas de cooperação, de superação, de resiliência. Ou sobre as muitíssimas maneiras como se pode ajudar um cliente.

Só há uma condição para qualquer empresa se revelar essa fonte inesgotável de histórias.  É encontrar, como os cogumelos, algum aficionado que se interesse por elas e procurar conhecê-las a fundo.

Esse é um dos trabalhos do marketing. Não inventar essas histórias. Mas descobrir as que já estão lá, escondidas no dia a dia e no passado da empresa como os cogumelos entre as folhas caídas. Depois, partilhá-las.

Até tornar a empresa tão interessante para os seus clientes como os cogumelos se tornaram para mim.

Se a Hamlet pode dar uma ajuda? Claro que sim. Fale connosco.

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