Fúria, vingança e SEO

Há algum tempo fui a Londres participar do “System Seminar”, o seminário sobre internet marketing de Ken McCarthy. Uma das conferências era sobre SEO – para quem não sabe, Search Engine Optimization, ou Optimização para Motores de Busca.

Traduzindo, é o conjunto de técnicas que tenta garantir que o seu site é dos primeiros a aparecer no Google quando alguém anda à procura do que você tem a oferecer.

O SEO pode ser visto como um jogo que todos os dias mobiliza milhões de webmasters à volta desse objectivo: chegar em primeiro na página dos resultados de pesquisa. Um jogo bastante emocionante até, não só por ser uma competição como qualquer outra – com a elite dos primeiros colocados e a legião dos outros, disputas renhidas, golpes baixos e tudo a que a plateia tem direito – mas também por ser literalmente uma questão de vida ou morte para as muitas empresas que dependem da internet para fazer negócio.

A razão é simples: quem não aparece na primeira página do Google, e de preferência logo nos 3 ou 4 primeiros lugares, é como se não existisse para clientes e consumidores online.

No System Seminar a palestra sobre SEO esteve a cargo de um senhor muito divertido chamado Mark Attwood, que parecia saber mesmo tudo sobre aquilo. Mas que acabou por me dar a demonstração mais impressionante do poder do SEO não na conferência, mas alguns meses depois – e posso apostar que de forma totalmente involuntária.

Foi assim: ao rever alguns dos materiais do curso, quis saber mais sobre o tal Mark Attwood e fiz uma busca no Google pelo nome. Vejam o que encontrei:

Página do Google - resultados para Mark Attwood

Em primeiro lugar na página está o site do próprio Mark – é o que se poderia esperar. Mas em 2º e 3º lugares, não: aparece o site de um certo Vince Samios, sendo que na terceira posição com um título muito sugestivo: “Mark Attwood: My Horror Story”. É claro que foi lá, e não no site do Mark Attwood, que eu cliquei em primeiro lugar.

E logo percebi quem é o Vince. Na conferência a que assisti, era um rapaz um tanto tímido – a contrastar com a presença carismática e cómica de Attwood – que ia mudando os slides, e que às vezes dava uma ajudinha com alguma pergunta mais técnica da audiência. Ou seja, era o geek de serviço.

Pois aparentemente era mais do que isso. Segundo ele próprio conta na sua “Horror Story” – que terá nascido de um desentendimento qualquer, pelo visto muito sério, com o patrão – Vince era o cérebro por trás de muito do que o chefe andava a ensinar sobre SEO. E de facto há uma boa razão para acreditar no que ele diz: afinal, quando se digita “Mark Attwood”, o suposto grande especialista em chegar primeiro nos motores de buscas tem o seu ex-assistente, agora inimigo à procura de vingança, a morder-lhe os calcanhares. A roubar-lhe não apenas clientes, mas a própria reputação e credibilidade, com aquele título bombástico logo no início da página.

O SEO, como se vê, é mais do que um jogo. Para Mark Attwood, imagino que a emoção de ver Vince Samios pelo retrovisor, cada vez mais perto, pronto para o cobrir de lama, não deve ser nada agradável. Na verdade, o SEO é uma guerra diária. Se a sua empresa quer ter alguma presença online, recomendo que venha armada*.

Jayme Kopke

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