#114 – Dar a cara, ter voz própria, contar histórias: como tornar sexy até os negócios mais chatos – com Martim Mariano
Quando se tem um produto B2B altamente técnico, como torná-lo o herói de histórias interessantes? E, num mercado cada vez mais ruidoso e impessoal, como dar visibilidade a um negócio que à primeira vista parece “chato”? Resolver este desafio, que tira o sono muitos gestores e marketers, é a especialidade do nosso convidado neeste episódio.
Com um longo percurso dedicado ao poder das palavras, o Martim Mariano é ghostwriter de líderes empresariais e ajuda as organizações a trocarem o fato corporativo por narrativas com alma. Apaixonado pela qualidade da escrita, o Martim falou connosco de autenticidade, da importância de os líderes darem a cara e do segredo para criar histórias que prendem, mesmo num mundo que a IA mal usada ameaça submergir em conteúdo banal.
Oiça o episódio e descubra:
- Como escrever sobre textos altamente técnicos sem ser altamente chato.
- Qual é o segredo (muito simples) para as pessoas quererem consumir o seu conteúdo
- Onde buscar as histórias que vão tornar os seus conteúdos interessantes
- Porque é importante os líderes darem a cara pelas suas empresas.
- Como construir uma voz simultaneamente autêntica e adequada ao papel profissional
- Como usar a IA para escrever textos que não parecem feitos com IA
Com base na transcrição deste episódio, pedimos à AI que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.
A Humanização dos Negócios (Mesmo os mais “Chatos”)
No B2B, é fácil cair na armadilha de achar que vendemos produtos demasiado técnicos para gerar boas histórias. Mas o Martim lembra-nos de um ponto essencial: todos os negócios têm pessoas lá dentro. E todas as pessoas tem histórias interessantes para contar, nem que seja, falar sobre a rotina de quem trabalha todos os dias para que o produto saia da fábrica e chegue ao consumidor final.
Por que os Líderes Precisam de Dar a Cara
Muitas empresas escondem-se atrás da comunicação institucional, mas a verdade é que as pessoas seguem pessoas. Quando um líder comunica de forma autêntica, partilhando visões, dúvidas e até erros, torna-se o melhor embaixador do seu negócio. Em Portugal, ainda carregamos um certo medo de errar publicamente, fruto da nossa herança histórica. Contudo, expor essa vulnerabilidade e humanidade é exatamente o que faz com que alguém queira trabalhar nessa empresa.
A Inteligência Artificial como Ferramenta, não como Substituta
A IA veio para ficar, mas a decisão inteligente é usá-la para escrever connosco, e não por nós. Falta-lhe a vivência, o cheiro de uma sala num momento de tensão, ou a memória de uma frase solta ouvida num café. A tecnologia pode cuspir palavras com gramática perfeita, mas não consegue transmitir a emoção genuína de quem viveu a história.
Sobre o convidado:
Perfil Martim Mariano no Linkedin
Instituições e Organizações Mencionadas:
Escola Superior de Comunicação Social
Pessoas mencionadas:
Virgínia Coutinho
Livros Mencionados:
Jonah Berger – The Catalyst: How to Change Anyone’s Mind
Martim Mariano – Dar a volta ao texto
Podcasts:
Steven Bartlett – The Diary of a CEO
#111 – Foco, contexto, profundidade: como furar o ruído no mundo pós-IA – Com Rui Nunes
Filmes:
A trilogia: O Senhor dos Anéis