#111 – Foco, contexto, profundidade: como furar o ruído no mundo pós-IA – com Rui Nunes
Num tempo em que a inteligência artificial promete fazer tudo por nós, o convidado deste episódio propõe que não abdiquemos do que nos distingue: pensar. Com um profundo conhecimento do digital, Rui Nunes enfatiza a importância da estratégia, da empatia e da capacidade de diferenciação como antídoto contra a irrelevância.
Vivemos uma era em que o marketing nunca teve tantas ferramentas — nem tantas desculpas. Dados, automação, inteligência artificial e canais digitais prometem eficiência total, mas trazem um risco: quanto mais tecnologia, maior a tentação de abdicar do pensamento estratégico.
Quem faz o alerta é Rui Nunes, convidado deste episódio e um dos profissionais mais experientes do marketing digital em Portugal. Com um percurso que passa por décadas, pela liderança de várias empresas e por um consistente sucesso em mercados internacionais, Rui alia o domínio técnico profundo a uma ideia muito clara: a de que ferramentas só criam valor quando sustentadas por estratégia, ética e entendimento real do cliente.
Neste episódio, Rui desmonta alguns vários mitos contemporâneos — da suposta morte do e-mail à ideia de que a IA pensa por nós. Fala sobre foco, contexto e profundidade como antídotos para a saturação comunicacional, explica por que a construção de marca continua a ser uma vantagem “injusta” no B2B e mostra como a tecnologia deve libertar tempo para decidir melhor — não para decidir menos. Um episódio para quem quer parar de correr atrás de tendências e começar a construir vantagem sustentável.
Oiça o episódio e descubra:
- O que faz com que Portugal ainda esteja atrasado no digital e não só
- O que realmente muda – e o que não deveria mudar – com a adoção maciça da inteligência artificial
- Os 3 fatores que permitem captar a atenção das audiências, mesmo num contexto cada vez mais saturado de comunicação
- O que faz do email “a barata do digital” – e como usar o seu imbatível potencial para gerar conversões
- O que torna as redes sociais um canal de alto risco, e o email uma opção muito mais segura
- A importância da marca, mesmo no B2B, e como ter KPIs que avaliem a sua contribuição para o processo de vendas
- A diferença entre KPIs táticos e estratégicos e a importância de ter as duas métricas
Sobre o convidado:
- Site do Rui Nunes
- Perfil do Rui Nunes no LinkedIn
- Site da sendXmail
- Perfil da sendXmail no LinkedIn
- Site da ZOPPLY
- Perfil da ZOPPLY no LinkedIn
- Site da HOT Leads
- Perfil da HOT Leads no LinkedIn
Pessoas mencionadas:
Empresas, instituição e rede social mencionadas mencionadas:
Regulamentações mencionadas:
Livros recomendados:
- April Dunford – Obviously Awesome
- Jenna Tiffany – Overcome Common Pitfalls And Create Effective Marketing
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Com base na transcrição deste episódio, pedimos ao ChatGPT que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.
O segredo é que não há segredo
Rui Nunes partilha os conhecimentos e táticas que utiliza para conquistar a atenção e confiança de possíveis clientes. Quando questionado sobre se não teme “entregar o ouro”, a resposta é: “Partilhar como se faz não substitui quem sabe fazer”. Muitas vezes, ao verem a complexidade e o rigor exigidos pelo processo partilhado, os potenciais clientes percebem que não querem fazer aquilo sozinhos. Preferem pagar a um profissional que garanta o resultado. “A partilha de conhecimento não cria concorrência, constrói autoridade”, explica Rui.
Como furar o ruído: com foco, contexto e profundidade
Num mundo saturado de informação, Rui Nunes apresenta uma tríade para se destacar: Foco (resolver problemas de nichos específicos e não tentar falar para todos), Contexto (adaptar a mensagem ao momento da jornada de compra do cliente em vez de enviar o mesmo email “blast” para toda a gente) e Profundidade (fugir dos slogans vazios e partilhar conhecimento denso que mostre verdadeiro know-how).
O email como a “barata” do digital
O email marketing sobrevive a todos os “ataques nucleares” de novas tecnologias que prometem a sua morte. A sua resiliência deve-se ao facto de o email ser o nosso ID digital universal (necessário para tudo online) e de ser um canal de first party data, onde a empresa detém os dados e a relação, ao contrário do terreno “alugado” das redes sociais.
A marca como vantagem competitiva
Mesmo no B2B, Rui Nunes defende que a marca é o derradeiro “hack” ou vantagem injusta ante a concorrência. Uma marca forte, segundo ele, cria confiança prévia, o que não só aumenta a taxa de sucesso nas vendas, como encurta significativamente o ciclo de decisão. Quando a marca é reconhecida, a conversa deixa de ser sobre “quem somos nós” para ser sobre “como podemos ajudar”.