O lado B2B do turismo

O último número da A Magazine, editada pela Hamlet para a ANA Aeroportos de Portugal, é dedicado ao turismo

Como tantos outros sectores, o turismo tem a sua face mais visível na relação B2C – ou seja, na tarefa das empresas da área de atraírem os seus utilizadores finais, que por estes dias quentes andam por aí, com as suas sandálias Birkenstock, a  fotografar monumentos.

Por ser menos aparente cá fora, pouca gente que não esteja directamente envolvida nesse trabalho se dá conta da intensa actividade B2B que é necessária para que estes simpáticos visitantes possam aparecer, verão após verão, com os seus mapas e as suas línguas estranhas.

Na sua edição de Julho, a A Magazine de Julho mostra um pouco dessa movimentação de bastidores, pela óptica específica de um dos seus principais actores – os aeroportos. A revista é editada pela ANA Aeroportos de Portugal (com a ajuda da Hamlet). A ANA tem tido um papel muito activo na promoção do turismo em Portugal, papel que nem de longe se restringe à melhoria dos aeroportos para servir cada vez melhor quem parte e quem chega – ou seja, que não se esgota no seu lado B2C.

O trabalho menos evidente começa muito antes, envolvendo a cooperação com associações e autoridades governamentais  para a atracção de novas rotas aéreas para os vários destinos portugueses. E continua na interacção directa com as companhias aéreas, que têm que ser seduzidas pela qualidade dos serviços, pela adequação dos preços e modos de funcionamento dos aeroportos às suas operações cada vez mais segmentadas e diversificadas.

Todo esse trabalho só pode dar frutos se, na outra ponta, o próprio sector estiver mobilizado para a criação de ofertas de serviços e atracções capazes de justificar a viagem de quem nos visita. O que, felizmente, tem acontecido consistentemente em Portugal, como fica documentado neste número da revista da ANA.

A forma como essa interdependência entre os vários actores institucionais e empresariais condiciona o desenvolvimento de umd destino poderá ser acompanhada nos próximos tempos no Alentejo. A existência do aeroporto de Beja é uma reivindicação antiga da região. Agora que o aeroporto existe, saberão os actores locais criar as atracções necessárias para viabilizar  linhas aéreas regulares, gerando um fluxo de turismo que permita a sua manutenção?

É um caso para acompanhar – no qual, se tudo der certo, uma boa dose de marketing de B2B será certamente um ingrediente essencial.

 

Jayme Kopke

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CATEGORIAS:
Business to business, Comunicação de marketing, Comunicação institucional, Marketing B2B