B2B e as apps – uma oportunidade

 

O gráfico acima foi publicado no ano passado pela wired numa matéria que declarava a morte da web. O que ele (e o artigo) tentam demonstrar são os motivos pelos quais podemos acreditar que a web está em declínio, ao passo que as apps – que utilizam a internet para troca de dados, mas que dispensam o uso de um browser – começam a tomar conta do mercado.

Os motivos vão desde porque os usuários estão fartos da procura e mais interessados no recebimento rápido das informações, até porque desta forma a indústria do mobile fica mais rentável para os seus players. Mas como esta mudança afecta o mercado B2B?

Como já mencionamos, cada vez mais decisores corporativos andam atrelados ao telemóvel a realizar as mais variadas actividades – actividades que já não desempenham tanto no portátil. Por exemplo, se eu posso ler meus feeds numa app agregadora que está no meu smartphone/tablet enquanto espero para entrar em reunião com o cliente, por que hei de fazê-lo quando estou à frente do portátil a trabalhar? As apps permitem que os tempos mortos (fila do banco, engarrafamento, etc..) sejam preenchidos sem muito esforço. É através desta conveniência, também, que o padrão de comportamento das pessoas começa a mudar. E as empresas têm espaço de sobra para explorarem isto.

Um bom exemplo é a app da SAP, que, através do input do usuário, estima as emissões de carbono geradas pelas principais actividades empresariais. No fundo, é uma demonstração de um serviço que a própria SAP oferece (soluções de sustentabilidade para empresas) e que um gestor bem pode vir a conhecer por curiosidade enquanto navega pela AppStore.

Outro exemplo de que é possível chegar lá é o da Focus Medica/Springer, que apostou numa app de branded content. Por meio dela, médicos podem consultar um atlas animado que explica uma variedade de doenças. Seria esta uma versão moderna da velha táctica do bloco de notas que as empresas farmacêuticas distribuíam aos médicos?

Como na grande maioria das novas tendências, o mercado B2C está sempre repleto de oportunidades – ou, pelo menos, as oportunidades são mais visíveis e lógicas. E os decisores provavelmente se aproximam e se acostumam ao universo das apps primeiramente a partir de uma posição de consumidor. Mas, uma vez que este universo já está a ser desvendado, fica mais fácil de introduzir um novo uso – o da comunicação B2B.

Bruna Gil, da Hamlet

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