Digaí – Os 5 primeiros passos para criar sua base de dados de e-mail marketing

Digaí – 03-09-2015

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Uma boa base de dados é o principal fator de sucesso para o seu e-mail marketing – e um ativo indispensável para qualquer negócio, digital ou não. Descubra os 5 primeiros passos para começar a construir a sua.

Como mostrei no artigo anterior desta série,  dos três fatores de sucesso para qualquer ação de comunicação dirigida – a lista, a oferta e a forma criativa da mensagem – o mais decisivo é a lista. Ou seja, a sua base de dados de e-mails.

Logo, se você quer fazer do e-mail marketing uma fonte de resultados para o seu negócio, contar com uma boa base de dados é a sua primeira prioridade.

Mas, para muita gente que gostaria de fazer email marketing e ainda não faz,  criar essa base de dados pode ser um pouco assustador. Quando você esbarra com marqueteiros digitais que já têm milhares de contactos – como o Digaí – a pergunta automática é: como eu vou chegar lá?

Felizmente, a resposta é fácil: para chegar lá, você começa pelo primeiro passo. Depois dá o segundo. Em seguida o terceiro, e assim por diante. E, para tornar tudo ainda mais fácil, neste artigo vou lhe indicar exatamente quais são esses 5 primeiros passos.

Vamos a isso?

Mas antes há um pequeno ponto a recapitular.

Por que ter uma boa base de dados é tão importante

Ninguém sublinha com mais clareza a importância de você ter a sua base de dados de emails e autorizações de contacto do que Russell Brunson. No seu livro Dotcom Secrets (que eu recomendo vivamente) ele distingue 3 tipos de tráfego:

  1. o tráfego que você controla – basicamente porque paga por ele,  por exemplo em links patrocinados do Google, anúncios no Facebook ou indicações dos seus afiliados.
  2. o tráfego que você não controla – são todas as referências ao seu conteúdo em redes sociais, na busca orgânica do Google ou em qualquer plataforma alheia.
  3. o tráfego que você possui – ou seja, a(s) sua(s) base(s) de dados.

Para Brunson, o objetivo último de gerar os 2 primeiros tipos de tráfego é canalizá-los para o terceiro. Ao conseguir que um número tão grande quanto possível dos seus visitantes, venham de onde vierem, deixem os seus dados, você passa a poder comunicar com eles sempre que quiser. Sem ter de pagar e sem depender do acaso nem de terceiros.

Dan Kennedy usa uma imagem crua, mas expressiva, para dizer a mesma coisa. Para ele, o objetivo de todo marketing sustentável é conseguir formar “um rebanho” – uma multidão de clientes ou potenciais clientes dispostos a ouvir a sua mensagem. E erguer “uma cerca” à volta dele – ou seja, criar todas as facilidades para que nunca se afaste de você.

Fazer a sua lista, ou base de dados de email marketing, é um bom começo.

Os 5 primeiros passos para constituir a sua base de dados de e-mail marketing

Agora que você já entendeu como é importante ter a sua base de dados, só falta passar à prática. Começando por estes 5 primeiros passos.

1) Definir o seu público-alvo

Como já mostrei num outro artigo, definir com clareza o perfil de pessoa que você quer ter na sua audiência é indispensável para que os seus emails gerem a resposta que você deseja.

A quem deverão chegar os seus e-mails: aos proprietários de micro e pequenas empresas ou a quadros de multinacionais? A homens e mulheres apaixonados por cavalos ou apenas a mulheres acima dos 45 anos e com problemas de coluna?

Conhecer com o maior detalhe e clareza possível esse perfil que vai levar a várias outras respostas. Por exemplo, a saber onde e como encontrar essas pessoas. Mas ainda há um passo a dar antes disso.

2) Clarificar os seus objetivos

Para que mesmo você precisa de uma base de dados? Já sei, para fazer email marketing. Mas para que mesmo quer fazer e-mail marketing?

As respostas podem ser muito diferentes, por isso é tão importante clarificá-las antes.

Se pretende desenvolver um negócio de infomarketing, o e-mail será indispensável para lançar os seus produtos. Se tem uma loja online, pode usá-lo para comunicar as suas ofertas e promoções.

Mas, mesmo que não tenha, nem queira ter, para já, um negócio digital, pode usar o email para animar a sua loja física. Ou apenas para manter a sua marca de serviços sempre presente na cabeça dos seus subscritores. Ao mesmo tempo que cultiva a sua imagem e estreita uma relação de confiança.

Ter claros os seus objetivos é importante porque cada um deles pede uma forma diferente de angariar, qualificar e trabalhar a sua lista. O que não quer dizer, por outro lado, que esses objetivos não possam mudar. Se a sua loja física é um sucesso tão grande que você decide completá-la com um site de e-commerce, já ter uma base de dados ativa vai ser um grande empurrão na nova fase do seu negócio.

3) Escolher a sua ferramenta de envios

Com o seu público-alvo definido e os objetivos claros, o primeiro passo realmente prático é escolher e começar a operar com uma ferramenta de envio. MailChimpe-goiAWeberHubspot

As opções são variadas, com diferenças no preço e naquilo que permitem fazer aos utilizadores mais avançados. Pessoalmente, trabalho com o Mailchimp e tenho muitas razões para gostar, mas não há nada como estudar um pouco os diferentes sites e decidir em função do que parecer melhor para o seu caso.

Para utilizadores iniciantes, mesmo as versões gratuitas (ou quase) dessas ferramentas abrem possibilidades incríveis, que não vamos detalhar aqui. Para o tema deste artigo, basta dizer que para gerir a sua base de dados (registrar, armazenar, qualificar, segmentar, etc.) contar com uma destas ferramentas é indispensável.

4) Capturar os primeiros contactos

Formar a sua base de dados é como pescar. Imagine que você já definiu a espécie de peixe que procura: como o seu produto são planos de saúde para pets, o seu alvo são proprietários de animais de estimação.

Você provavelmente já sabe onde encontrá-los – fez essa reflexão ao criar a sua estratégia de negócio, certo? No mundo físico, eles frequentam lojas de animais, por exemplo. Inclusive, se você tem uma loja ou escritório, também aparecem lá de vez em quando.

No mundo virtual, de vez em quando vão ao Google procurar informações ou produtos relacionados com bichos. Andam, como todos nós, nas redes sociais. Alguns mais entusiasmados frequentam foruns ou  grupos do Facebook onde se fala da bicharada. E uns quantos entram no seu site.

Tudo o que você tem a fazer, então, é pôr a sua rede, o máximo possível, nesses lugares – começando pelos mais fáceis e que você próprio controla: o seu site e o seu blog. Se você não tiver lá um formulário para recolher contactos está perdendo todos os dias uma enorme oportunidade.

Este, aliás, é um dos erros mais frequentes do mundo digital: não ter no seu site um mecanismo de captação de dados. É assim que milhares e milhares de empresas deixam escapar, sem deixar rastro, uma infinidade de leads.

Mas há um segundo erro muito frequente: ter lá o formulário, mas não dar ao visitante nenhuma boa razão para preenchê-lo. O que costumo ver em muitos sites é um botão meio escondido dizendo “Assine a nossa newsletter”. E só. Por que cargas d’água alguém quereria clicar e deixar o seu email?

Para ficar com o contacto do seu visitante, você precisa dar algo em troca – como neste exemplo. O mais óbvio é informação que você saiba que lhe interessa. Por exemplo: Veja o Vídeo com as 10 dicas para manter o seu cachorro saudável”. Ou, mais segmentado: “O seu cão já tem 10 anos? Conheça os 10 cuidados para ele ter uma velhice feliz!”

5) Fazer a sua base de dados crescer

Uma vez que você tenha identificado o conteúdo ou as ofertas que fazem as pessoas clicar e deixar os seus endereços de email, pode usá-lo em outros lugares além do seu site ou do seu blog. Pode conseguir que apareçam gratuitamente nos motores de busca ou redes sociais – ou, se quiser acelerar o processo, pode promovê-los como conteúdo pago.

Mas não precisa se limitar à internet. Na sua loja física, nas feiras ou eventos de que participe, nos seus folhetos ou anúncios em papel, enfim, onde quer que a sua marca apareça deve aproveitar a oportunidade para captar dados. Cupons, dispositivos eletrônicos, qualquer meio é bom para isso. Sempre com a preocupação de dar algo em troca ao potencial cliente que você quer atrair para a sua base de dados.

 

Escrito por: Jayme Kopke, diretor geral e criativo da Hamlet

Fonte: Digaí